quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pesquisa Genética – Etnia Brasileira 25/11/2009







FORMAÇÃO GENÉTICA DO POVO BRASILEIRO

O povo brasileiro foi formado pela miscigenação de três povos: o branco, o índio e o negro. Com o auxílio da tecnologia gênica, atualmente é possível quantificar suas contribuições individuais para a formação da "etnia brasileira".

O levantamento da distribuição geográfica das espécies pode ser feito pela Filogeografia, ramo da Ciência que apoia-se em estudos genéticos para reconstruir a formação de uma determinada população. Em pesquisa realizada por Sérgio Pena e equipe (Ciência Hoje, v 27, p.17, 2000) a "etnia brasileira" foi estudada usando amostras de DNA coletado de 200 voluntários em quatro das cinco regiões brasileiras (restringida à população branca, majoritária no País 51,6% - fonte: IBGE/1991).

O princípio para a determinação dos resultados se baseou no estudo de duas linhagens genéticas: a paterna (patrilhagem) e a materna (matrilhagem). As células humanas usam um tipo de divisão celular especial para a formação de células reprodutoras: a meiose. As células originadas pela meiose têm metade do número de cromossomos da espécie humana (n=23), onde 22 destes são cromossomos autossômicos (determinarão a formação do novo ser) e um sexual. Se o cromossomo sexual for do tipo Y, ele gerará um ser do sexo masculino, caso contrário (se for do tipo X), gerará um ser do sexo feminino.

O cromossomo (Y) não sofre recombinação genética ("troca" de pedaços com outros cromossomos) e é transmitido para a próxima geração em "blocos" de genes, os haplótipos. Fenômeno semelhante acontece com o DNA existente nas mitocôndrias das células maternas. As mitocôndrias são organelas presentes no citoplasma da célula, responsáveis pela produção de energia utilizada nas reações químicas. Durante a fecundação, as mitocôndrias paternas degeneram-se, de modo que o DNA presente provêm exclusivamente da mãe, ou seja, também são haplótipos, pois são transmitidos "inalterados" para a próxima geração.

Com base nos estudo dos haplótipos, os resultados demostraram que a imensa maioria (provavelmente mais de 90%) das patrilhagens dos brancos brasileiros é de origem européia, mais especificamente portuguesa, enquanto que a maioria (aproximadamente 60%) das matrilhagens é de origem ameríndia ou africana.

Na tabela abaixo estão evidenciadas as origens do DNA mitocondrial identificado em brancos brasileiros (em %)


Origem do Haplogrupo

----Região Norte-- Região Nordeste-- Região Sudeste-- Região Sul
Africana -- --15------- 44--------------- 34--------------- 12----
Européia ----31------- 34--------------- 33--------------- 64----
Ameríndia --53---- ---22--------------- 33--------------- 24----

Estes resultados evidenciam que a miscigenação contribuiu para a formação de um povo, e não de uma raça. A palavra "raça" perde o significado a partir do momento em que se prova que não há diferença entre as células do branco, do negro, do índio ou do amarelo. Com o povoamento dos continentes, o homem sofreu mudanças evolutivas para poder se adaptar às condições climáticas da época e estas mutações foram herdadas por sua descendência.

Assim, se muitos "brancos" brasileiros soubessem que possuem o DNA mitocondrial de índios ou africanos e tomassem consciência do quanto é importante valorizar a riqueza genética que constitui o nosso povo, com certeza este seria o prenúncio de um século XXI mais justo para todos.

ATIVIDADE

1) Leia o texto e assista ao vídeo “Pesquisa Genética”.

2) Busque na web imagens de afro-descendentes brasileiros. Salve sua imagens no “powerpoint”.

3) Quais os traços (fenótipo) que percebo em mim de origem étnica africana? Poste em “comentários”.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

DST aula 18/11/2009



Conceito geral


As DST (doenças sexualmente transmissíveis) são doenças causadas por vírus, bactérias, fungos ou protozoários e que, pelo fato de seu mecanismo de transmissão ser quase que exclusivamente por via sexual, possuem a denotação sexualmente transmissível. Apesar disso, existem DST que podem ser transmitidas fora das relações sexuais.
As DST se manifestam principalmente nos órgãos genitais do homem e da mulher, podendo acometer outras partes do corpo, sendo possível, inclusive, que não se manifeste qualquer sintoma visível.
Até certo tempo, as doenças sexualmente transmissíveis eram popularmente conhecidas como "doenças venéreas" ou "doenças do mundo".
A maioria das doenças sexualmente transmissíveis possui cura. Outras, causadas por vírus, possuem apenas tratamento. É o caso da sífilis, do herpes genital e da Aids. Nestes casos, a doença pode ficar estagnada (encubada) até que algum fator externo permita que ela se manifeste novamente.

ATIVIDADE

1) Leia o texto e assista o vídeo DST. Poste seu "comentário" sobre o vídeo.
2) Pesquise na Web e no site http://www.dst.com.br/ e selecione materiais para elaborarmos em grupo um folder informativo sobre DST para nossa escola.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Aparelho Reprodutor Masculino

















SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO

O sistema reprodutor masculino é formado por:
• Testículos ou gônadas
• Vias espermáticas: epidídimo, canal deferente, uretra.
• Pênis
• Escroto
• Glândulas anexas: próstata, vesículas seminais, glândulas bulbouretrais.
Testículos: são as gônadas masculinas. Cada testículo é composto por um emaranhado de tubos, os ductos seminíferos Esses ductos são formados pelas células de Sértoli (ou de sustento) e pelo epitélio germinativo, onde ocorrerá a formação dos espermatozóides. Em meio aos ductos seminíferos, as células intersticiais ou de Leydig (nomenclatura antiga) produzem os hormônios sexuais masculinos, sobretudo a testosterona, responsáveis pelo desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos e dos caracteres sexuais secundários:
• Estimulam os folículos pilosos para que façam crescer a barba masculina e o pêlo pubiano.
• Estimulam o crescimento das glândulas sebáceas e a elaboração do sebo.
• Produzem o aumento de massa muscular nas crianças durante a puberdade, pelo aumento do tamanho das fibras musculares.
• Ampliam a laringe e tornam mais grave a voz.
• Fazem com que o desenvolvimento da massa óssea seja maior, protegendo contra a osteoporose.
Epidídimos: são dois tubos enovelados que partem dos testículos, onde os espermatozóides são armazenados.
Canais deferentes: são dois tubos que partem dos testículos, circundam a bexiga urinária e unem-se ao ducto ejaculatório, onde desembocam as vesículas seminais.
Vesículas seminais: responsáveis pela produção de um líquido, que será liberado no ducto ejaculatório que, juntamente com o líquido prostático e espermatozóides, entrarão na composição do sêmen.
Próstata: glândula localizada abaixo da bexiga urinária. Secreta substâncias alcalinas que neutralizam a acidez da urina e ativa os espermatozóides.
Glândulas Bulbo Uretrais ou de Cowper: sua secreção transparente é lançada dentro da uretra para limpá-la e preparar a passagem dos espermatozóides. Também tem função na lubrificação do pênis durante o ato sexual.
Pênis: é considerado o principal órgão do aparelho sexual masculino, sendo formado por dois tipos de tecidos cilíndricos: dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso (envolve e protege a uretra). Na extremidade do pênis encontra-se a glande - cabeça do pênis, onde podemos visualizar a abertura da uretra. Com a manipulação da pele que a envolve - o prepúcio - acompanhado de estímulo erótico, ocorre a inundação dos corpos cavernosos e esponjoso, com sangue, tornando-se rijo, com considerável aumento do tamanho (ereção). O prepúcio deve ser puxado e higienizado a fim de se retirar dele o esmegma (uma secreção sebácea espessa e esbranquiçada, com forte odor, que consiste principalmente em células epiteliais descamadas que se acumulam debaixo do prepúcio). Quando a glande não consegue ser exposta devido ao estreitamento do prepúcio, diz-se que a pessoa tem fimose.

ATIVIDADE EM GRUPO

1) Assista o video aqui no blog "Aparelho Reprodutor Masculino".
2) Procure na web textos e imagens complementares sobre o conteúdo.
3) Elabore um slide utilizando o programa moviemaker.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sistema Reprodutor Feminino






SISTEMA REPRODUTOR FEMININO

O sistema reprodutor feminino é constituído por dois ovários, duas tubas uterinas (trompas de Falópio), um útero, uma vagina, uma vulva. Ele está localizado no interior da cavidade pélvica. A pelve constitui um marco ósseo forte que realiza uma função protetora.


A vagina é um canal de 8 a 10 cm de comprimento, de paredes elásticas, que liga o colo do útero aos genitais externos. Contém de cada lado de sua abertura, porém internamente, duas glândulas denominadas glândulas de Bartholin, que secretam um muco lubrificante.

A entrada da vagina é protegida por uma membrana circular - o hímen - que fecha parcialmente o orifício vulvo-vaginal e é quase sempre perfurado no centro, podendo ter formas diversas. Geralmente, essa membrana se rompe nas primeiras relações sexuais.

A vagina é o local onde o pênis deposita os espermatozóides na relação sexual. Além de possibilitar a penetração do pênis, possibilita a expulsão da menstruação e, na hora do parto, a saída do bebê.

A genitália externa ou vulva é delimitada e protegida por duas pregas cutâneo-mucosas intensamente irrigadas e inervadas - os grandes lábios. Na mulher reprodutivamente madura, os grandes lábios são recobertos por pêlos pubianos. Mais internamente, outra prega cutâneo-mucosa envolve a abertura da vagina - os pequenos lábios - que protegem a abertura da uretra e da vagina. Na vulva também está o clitóris, formado por tecido esponjoso erétil, homólogo ao pênis do homem.

ATIVIDADE -

1)Pesquise na WEB sobre cada parte anatómica que compõe o aparelho reprodutor feminino.

2) Conversão de Vídeos - Acesse o site www.converta.com.br, baixe um vídeo sobre o aparelho reprodutor feminino com a extenção (MPEG) e salve na pasta "alunos".

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Como é fecundado o óvulo humano? - Aula 21/10


















Como é fecundado o óvulo humano?

A fecundação é o fenômeno biológico pelo qual o óvulo e o espermatozóide se juntam dando origem a um novo ser humano. O óvulo, uma vez libertado, avança pela trompa de Falópio. Cerca de 12 a 24 horas depois da ovulação, encontra-se em lugar adequado para ser fecundado. Neste momento, podem chegar até junto dele entre 300 a 500 espermatozóides, a célula germinal masculina produzida no testículo - no entanto apenas um entra no óvulo. Logo que entra um espermatozóide, a permeabilidade do óvulo modifica-se tornando-se impermeável para os restantes espermatozóides. O espermatozóide que penetrou permuta o seu material genético com o óvulo, completando-se assim os 46 cromossomas.

Aproximadamente às 30 horas depois da fecundação, produz-se a primeira divisão deste novo ser que posteriormente se converte nuns embrião de três células, denominado mórula, e que continua a dividir-se até ter, aos três dias, aproximadamente. 12 a 16 células, atingindo aos quatro dias a fase de mórula avançada. Aos cinco dias da fecundação começa a entrar líquido no óvulo formando-se uma cavidade, o blastocelo, que dará lugar ao blastocito, que avança pela trompa até ao útero, onde chega pelo sexto ou sétimo dia, para se implantar na mucosa uterina.

(in La reprodución Humana y su Regulación, de Justo Aznar Lucea e Javier Martínez de Marigorta)

ATIVIDADE

1) Monte um slide no PowerPoint, respondendo às seguintes prguntas:

a) O que é Fecundação? b) Onde ocorre a fecundação? c) Como se chama o gameta masculino e feminino e onde são produzidos? d)Como é feita a Laqueadura?

Atenção! Ilustre seus slides com imagens capturadas no “Google” e busque aqui na Web outros textos para fundamentar seus estudos. Aproveitem para assistir o vídeo “fecundação” aqui no Blog.

Abraços,

Pró Ena

terça-feira, 13 de outubro de 2009

o Ciclo da Vida







O ciclo de vida
é o conjunto de transformações por que podem passar os indivíduos de uma espécie para assegurar a sua continuidade.

Algumas definições se referem especificamente ao ciclo de vida do indivíduo, inclusivamente considerando o seu final com a morte do organismo; outras se centram no processo de reprodução sexuada, apesar de referirem os ciclos de vida assexuados.

Na realidade, conhecem-se variados tipos de ciclos de vida e, em muitos casos, existe alternância, ou mesmo coexistência no mesmo indivíduo, de gerações sexuadas e assexuadas. No caso das angiospermas, por exemplo, é frequente que a mesma planta que produz sementes, produza também estolhos outra forma de reprodução assexuada. Mas é através da reprodução sexuada que as espécies conseguem manter a variabilidade genética necessária à sua sobrevivência, não só através da troca de genes entre diferentes indivíduos, pela cariogamia, mas também pela recombinação que é possível durante a meiose.



Nesta Unidade trabalharemos com O Ciclo da Vida (reprodução, histologia e embriologia). Click nos links dos textos, pesquise na Web sobre os conteúdos e poste seus comentários e/ou sugestões de sites para pesquisa. Vamos começar?